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sábado, maio 16, 2009

Absolute Dark Knight - Resenha
- É a única imagem que vou postar, porque to com um pouco de pressa, então, vá lá!!! É a capa do encadernado que obtive!!!


Olá pessoal. Bom, parece que o Hoax não pegou, ou quase ninguém leu hehehe afinal meu blog acho que é mais mesmo para meus chegados (e quando digo chegados, leiam “pessoas que eu mando para ler e faço birra se não lerem”), e alguns sortudos ou azarados que caem linkados por... Sei lá, alguns dos marcadores que coloco aqui. Seria engraçado ver alguém chegando por cagada no blog e atualmente achando interessante. Mas sei lá, eu mesmo leio poucos blogs, quando mandam uma coisa interessante eu paro e dou uma lida... Enfim, hoje em dia o V-Log que toma conta...

Ah, também queria dizer que agora estou postando junto com o meu caro amigo Massafera no blog dele (este aqui). Então podem aparecer por lá também que estou escrevendo o que ele me pede e traduzindo pra inglês pra gringada que tem o DEVER de admirar a arte do cara possa entender “what’s going on”.

Outra coisa eu queria saber do meu caro amigo Prático o que aconteceu com o Gonçalo Jr. Juro que não fiquei sabendo de nenhum treco desses com o cara, o “Guerra dos Gibis” é um livro excelente, é tipo um Veias partidas da América Latina para o meio quadrinístico no Brasil e se afastar desse lado acadêmico com suas publicações é uma perda enorme. Pode me contar ali no reservado, mas também acho algo digno de se dar nota e realmente dar um puxão de orelha nessa galera ai que lê quadrinhos e que se foda, á ta na hora mesmo de fazer alguma coisa em relação ao que está acontecendo com os comics feitos, estudados e impressos aqui, eu acho que tão elitizando muito as HQs, aliás, acho isso faz tempo, desde a época em que fiz meu TCC...

Bom, voltando a programação normal... To aqui meio puto jogando Contra 3... E PQP, esse joguinho é foda, ou eu sou muito ruim mesmo, porque male male consigo passar da terceira fase desse bagulho. Agora que cheguei no chefão, um tipo de Exterminador do Futuro Ultraman-sized eu apanho pra cacete. Claro que é uma bosta jogar no teclado (é, meu SNES foi pro saco [de doações, não do lixo] faz bons anos e não tenho videogame faz anos e anos), enfim, fiquei um pouco irado, queria me animar um pouco pra acabar de vez a terceira edição de EffectMan (meu projeto pros gringos de HQ que está quase pronto), mas vou fazer é outra coisa... Liguei aqui o Toxicity do SOAD (EU GOSTO!!! Tem muita gente que olha com cara feia porque são meio metal, outros por ser meio modinha do começo dos anos 00 e outros por só ser meio metal, mas aço que os caras são engajados, as músicas tem peso e também tem um bom diferencial que não ficam na baba que é o Nu Metal), e vou fazer um review jogo rápido.

Dark Knight, pela última vez, juro!

Bom, como disse no meu post anterior eu ganhei a Edição Definitiva do Cavaleiro das Trevas. Ganhei pelo twitter numa promoção feita pelo @boletimpanini, e chegou aqui em casa segunda. Legal que veio em um envelope assinado pelo Oggh, editor da DC lá da Panini (então deve ser ele que gerencia o boletim? Pode ser, pode ser), e como muitos devem ter desejado vencer, mas não levaram, senti uma pontada de obrigação de dizer o que penso sobre a edição!!! (Hei, rimou morcegão!)

Bem, vamos lá...

Eu gostei da capa, apesar da minha preferida ser a primeira, do Batman cruzando o relâmpago (tanto que foi uma analogia que fiz para o nome do trabalho que postei aqui), mas é bacana e os caras tem que diferenciar um pouco as capas, não?

Enfim, abrindo vemos uma grande página com o Coringa rindo e atirando, um dos quadros da terceira edição de DK, e depois um painel duplo com o Batman e A Robin (Carrie Kelly), com os créditos. Acho que a grande graça disso, que já é até costumeiro em alguns casos, que deve ser para mostrar a granulação da colorização, que é um grafismo bem popular para comics (só ver em quadros do Roy Litchenstein), mais uma imagem da Robin com os créditos nacionais e ai então tem uma pequena introdução BEM bacana do Frank Miller, que ele escreveu em NY 2006.

Nessa intro ele fala um pouco a respeito do choque que um "insano" psicólogo causou na comunidade criadora dos quadrinhos desde os anos 50, e então faz uma analogia de como isso influenciou em seu trabalho. Para ser sincero isso é bem fácil de ser percebido, o fato do Morcego ser muitas vezes criticado e de herói passar a ser temido, fora da lei, MAIS VIGILANTE DO QUE NUNCA, ressalta isso. É uma fuga do Batman amigo da lei do seriado dos anos 60, e uma evolução sombria do Batman que Neal Adams vinha reescrevendo anos e anos antes de DK surgir. O Doutor Bartolomew Wolper, o cara que solta o Duas Caras e o Coringa e aparece sempre dizendo como o Batman é uma ameaça e que é o verdadeiro culpado é uma prova disso. Os próprios mutantes, gangues de jovens perdidos, como se fossem de fatos filhos de uma década transviada e influenciável mostram isso, depois virando Filhos do Batman, influenciados pelo mesmo, mas são muitos mais violentos do que o Morcegão... Essas coisas têm um contexto brilhante, eu só tomei mais nota disso quando realmente li essa introdução e reli a história pela, sei lá, vigésima vez. É mais um dos detalhes que engrandecem DK!!!

Depois dessa introdução, aparece aqui uma coluninha escrita por James Olsen, que pelo meu ver, é uma forma de evolução do Jimmy Olsen, que assumiu o lugar de seu mentor, Perry White e foi mais além!!! Nesse texto ele fala sobre um bar secreto em Metrópolis, cheios de figuras de ex-heróis e vilões envelhecidos, chorando as mágoas pelos dias que se passaram, em um bar gerenciado pelo que parece ser um Ajax na pindaíba. Tem até algo que acho ser uma piada a respeito do Hulk, citando que o "proprietário perdeu seu tom verde, passando agora a estar acinzentado" e etc.

Então começa mesmo a HQ. Só citando que as capas foram substituídas por painéis desenhados pelo Miller, que são bacanas, em maioria PB mesmo. AS capas foram minimizadas e colocadas lá nos extras. Sabe, eu não gosto tanto disso, sempre prefiro que as capas fiquem entre as edições, pois elas tem a intenção de transmitir o conteúdo de cada uma, tudo bem que DK é velha pra cacete e praticamente 99,9999% de quem comprou ou vai comprar é macaco velho (pra gastar 70 paus em HQ também, só sendo), e conhece a história de cor, mas anda sim acharia mais bacana... Devem ter seguido com certeza o design oficial, mas enfim, é só pra ter O QUE RECLAMAR que eu to falando isso!

Sobre a tradução, eu diria que mudaram pouca coisa. Não estou em mãos com meu exemplar antigo, que está com uma amiga minha emprestado (desde Dezembro, vê se lê dona Carmella!!! Que é legal!), mas acredito que o que mais mudaram foram algumas expressões que nas primeiras traduções foram perdidas na primeira versão (como por exemplo, na última fala do gibi, Batman manda Robin sentar com postura, na tradução inicial, ele apenas a manda ficar sentada, mas agora substituíram por "costas retas", o que é um tom diferente, eu sempre pensei que ele tava dando uma relaxada para a Carrie, mas agora vejo que ele ainda sim, depois de tudo, está mantendo a linha de durão), e também sendo mais explícitos nos palavrões, que agora tem PORRA, CUZÃO, PUTINHA e etc, que anteriormente haviam sido "amenizados"... Não sei por que, acho que é porque na época a HQ era mais baratinha, crianças poderiam comprar (apesar de, creio eu, ter uma contra indicação), e pra ninguém ficar reclamando que tinha linguagem imprópria e acessível a crianças. O que é, pelo perdão da palavra, uma bosta de uma desculpa. Felizmente, manterem o que eu mais gostava em termos de gírias: FERRO NA BONECA!!! Porra, eu adoro essa cara, vou passar a usar no dia-a-dia! "Eae Tadeu, vamos fazer um churrasco amanhã?", "Claro pai, é FERRO NA BONECA!!!" Uma coisa a se salientar é que refizeram algumas placas e outras coisas que apesar de escritas estão no desenho e em inglês, ficou muito nítida a edição, o que só é um ponto a ressaltar, porque fizeram o básico e necessário, mas ganhariam estrela dourada se tivessem deixado um pouco mais opaco para combinar com o clima mais sujo das cores e traço. Lembro de uma parte, que eu ria na primeira edição, que é quando Batman aparece para os Filhos da Puta, ops, do Batman, e fala para eles não usarem ARMAS, então aparece um quadro dele gritando "NO" no original, que anteriormente, só acrescentaram um pequeno a com tio no MEIO das letras para fazer NÃO! Mas agora arrumaram isso, para um NÃO do mesmo tamanho...

Enfim, a edição é ótima, nessa edição, vou prosseguindo para.. A MERDA...

Quando acaba a edição de DK1, tem uma página em preto. Você sabe o que significa. É o óbito de uma boa história e o renascimento de uma MERDA. É incrível como em um só volume, colocaram uma das MELHORES histórias em quadrinhos já feitas e impressas e depois uma das mais FEDORENTAS E HORRÍVEIS já imaginadas. E que ambas fossem desenvolvidas pelo mesmo criador.

Bom, começa com um texto interessante feito pela Vick Vale (bom, na verdade o Miller através da personagem), sobre o funeral do Bruce e etc. Esse texto é muito bom para ter sido colocado na parte do DK2, por que demonstra bem o valor do Batman e que sua morte acarretou.

Ai começa a merda.

Rapaziada, como posso dizer isso, a não ser como uma merda? Deixe me contar a história. Muitos anos depois de fazer DK, Miller teve o saco enchido para fazer uma seqüência. Um dia ele se encheu, e fez. Mas fez de uma forma tão merdosa, que era pra TODO mundo se arrepender de ter enchido o saco dele.

Os desenhos estão beirando... Sei lá... Meu, sem palavras. Ele fez Cartoon, ele quase fez com aqueles palitos que crianças (e eu) sabem desenhar. Todos os personagens foram traçados simplesmente rápidos e sem o menor amor, é como se o Miller tacasse um "FODA-SE QUERO ACABAR COM ESSA MERDA RÁPIDA" e fez sem o menor cuidado. Na primeira edição a gente vê que há um padrão de 12 quadros por página que são remodelados dependendo das cenas, aqui isso foi pro saco. Parece que ele queria criar um ritmo frenético e meio de internet, porque não tem formatação nenhuma, cada cena aparece um monte de quadro com um monte de filhos da puta falando um monte de merda, pipocando e estragando a coisa toda.

E quanto às cores? Olha, usaram todos os efeitos mais ridículos do photoshop para fazerem essa edição. Isso é sério, parece montagem de fundo de quintal!!! Que cores combinam com o Batman? PORRA, TODAS EM UM CARNAVAL DE EUFORIA!!!

O que me deixa puto é que tem muitas coisas BOAS em termos de idéias aqui.

Depois de vermos o Batman se arrumando com umas pessoas dizendo do nada sobre o mundo estar na merda (E só terem se passado 3 anos desde que os anos 80 acabaram e o mundo virou 2020 Cyberpunk), aparece uma cena que eu acho bem legal, do Eléktron lutando em um mar como que eu pensei serem germes ou bactérias que ele comia para viver, ai então cai o botão dele de alteração de tamanho e ele fica gigante, revelando estar em uma placa de petri com criaturas de microbiologia marinha (preferia os germes mesmo), o que é bem legal...

Carrie Kelley, a Robin virou uma espécie de Pusycat-doll, virando a Moça gato... Que é uma merda. E o salva com seus patins a jato.
Depois aparece o Super, muito mais descaracterizado... Aliás, descaracterização em assa, mesmo para os padrões que o Miller estabeleceu em DK...

Depois vemos que o Presidente dos EUA é uma imagem de computador (o que me lembra Equilibrium... Eu gosto desse filme, enfim), e que o Lex Luthor que está no controle. E meu, Lex Luthor virou uma mistura de Quasímodo com Ephilates. Ele ta deformado cara, meu, que merda sem sentido.

Então os Batboys, alguns filhos de Batman fazendo um esquadrão atacam um laboratório com a Moça Gato para salvar o flash Barry Allen. É legal que o Eléktron usa o efeito entropia para livrar das defesas computadorizadas, é um treco bem louco isso que é difícil de explicar, enfim, o Barry estava em uma roda, correndo sempre para gerar eletricidade para o país todo. O que é, sinceramente, animal. Dá pra ver qual é a jogada? Várias idéias interessantes que são desenvolvidas com desenhos, diálogos e cores horríveis...

Passamos para uma parte em que vemos que quase todos os heróis tinham coisas em poder de Lex Luthor com Brainiac, como reféns: a mulher de Flash, a irmã do Capitão Marvel, e etc.. Até Kandor, com os Kryptonianos. Então sei lá, o que era tema recorrente em outras HQs, sendo que eles poderiam simplesmente LUTAR para salvá-los, como sempre acontece, virou uma espécie de às na manga do Luthor. Tudo bem até aí dá para relevar, faz até um POUCO de sentido... Mas é meio fraco...

Super é ORDENADO então a ir até a caverna e leva uma sova do Morcego e dos novos aliados. Aliás, o super em TODO esse gibi é tratado como se fosse o MAIOR RETARDADO DO MUNDO!!! Isso é até mais desrespeitoso do que as ofensas do Garth Ennis em relação a TODOS OS OUTROS HERÓIS (tendo em vista que ele GOSTA do Super e odeia todo o resto), sendo que em DK, na verdade, o problema é a diferença ideológica de Bats e Sups exaltada até a casa do milhão!

A edição seguinte começa com desenhos MAIS CARICATOS (sim, nem é mais cartoon é caricatura já), de pessoas falando merdas do nada com umas putinhas virtuais disfarçadas de heroínas.

Em seqüência tem uma cena mais ridícula. Batman INVADE a torre de Luthor, surra ele e todas as pessoas que estão lá, fazendo isso facilmente, MUITO FACILMENTE (tudo bem que ele se sente no topo do mundo, mas foi boiada demais, no DK tudo é difícil e dá para ver o esforço atrás disso), e usa uma capa cortante para fazer um Z de ZORRO NA CARA DO LEX LUTHOR!!! PQP! QUE MERDA!!! Ele faz isso com sangue nos olhos, e cara, é tosco demais.

Depois aparece a MM TREPANDO COM O SUPER, porque, sei lá, parece que ela dá pra ele faz tempos e tem uma filha, e eles trepando causam terremotos e o caralho a 4. Eu lembro disso em Miracleman, quero dizer, trepadas de supers, então, aqui tem um contexto mais destrutivo. Com eles sacudindo a terra... É até interessante ver isso, se, sei lá, saem tão fora de contexto, trepando e o resto do mundo se fodendo, quero dizer, isso que você espera das pessoas normais, não de supers...

Então o Luthor manda o Super lidar com isso de novo, mas ai pelo que entendi, eles lançam uns ataques para distrair o Bats, é Brainiac, mas enquanto isso o Bats ta ocupado com outras coisas, ele vai pegar o Homem Borracha.... O Eel O’Brian... E meu, que merda, ele virou um cara psicótico maluco com sede de sangue, chega a ser ridículo. E no meio aparece um cara dizendo ser o Coringa matando uma galera...

Vou acelerar essa bodega.

Os heróis tomam uma sova do Brainiac, ridículo, com um monte de FDP falando um monte de MERDA no meio da ação, totalmente sem sentido e não venham falar que eu não entendi que eu entendi e achei uma merda galopante. Aparece a filha do Super, e no meio da zorra toda que o Brainiac causou, as pessoas ficam loucas e acontece OUTRA coisa bacana que poderia ser melhor aproveitada. Que é o Batman ressurgindo e aproveitando o modismo dos Supers para controlar a galera e conseguir uns aliados.

Volta para a terceira edição. O Lanterna verde recebe uma mensagem, sendo que ele estava transformado em um bicho muito escroto, aliás, ele lembra o Brainiac, que virou uma tartaruga ninja sem casca com aquele Robô Galinha do Robocop. E tipo, sei lá, ele virou um et desses, comeu uma etoa muito feia e tem um etfilho que parece um girino da putaquepariu.

No meio do caos, Super e Lara (a filha dele com a MM), recebem umas ordens do Batman que tinha deixado um treco no super durante a surra. Meu, o super consegue ler DNA e não consegue sentir isso? Enfim, ele manda os dois lutarem com uma ajuda do pessoal dele, só que Luthor aparece e captura o Batman (que estava transmitindo para os dois);

Tem mais umas merdas, merda, merda, merda, coco cagado de passarinho avoado, merda até que aparece o Luthogro surrando o Bats. Enquanto isso o Lanterna se prepara e destrói todos os satélites bélicos que estavam apontando para o planeta e estavam sendo usados como moeda de barganha pelo Luthor.

Ai acontece um treco BEM legal, que voltou a ser abordado em Grandes Astros Superman, que é quando a Lara liberta os Kandorianos com a ajuda do Eléktron, o que é bem legal porque eles começam a ficar com o s poderes dos Super e milhões de Kandorianos destroem o Brainiac. (porque não pensaram nisso antes, pó, até com a super velocidade o super poderia fazer isso).

Então um Thanagariano, filho de Shayera e Carter vem apara vingar os pais mortos por Luthor... O matando...

Ta tudo muito bem, tudo muito legal, quando o cara lá que se intitula o Coringa invade a caverna. E “OH MY GOD”, quem vocês acham que é o Benedito? É a PORRA DO DICK GRAYSON!!! É O ROBIN FILHO DA PUTA!!! Cacete meu, que merda, é uma das seqüências mais coitadas de merdas de toda a história, do Robin bichinha reclamando que o Bat o deixou, e que ele fez um processo químico pra virar imortal... Cacete... QUE MERDA, QUE MERDA! Ai então ele luta com o Batman e o Batman fala um MONTE DE MERDA do Dick, fala que ele é fraquiho, sem tutano sem garra e bla bla bla, sendo que isso não tem NADA A VER com DK, em que ele tem uma desavença com o Dick, mas tem aquele espaço natural entre ambos e ele até fala durante a seqüência do tanque sobre o Dick com saudosismo total...

Ele simplesmente arranca a cabeça do Robin, que cola ela de volta e pula com o Batman para o Magma no fundo da caverna...

E ai o super salva o Bats, pronto acabou, não quero mais resenhar essa ABOMINAÇÃO!!! FILHO DA PUTA!!! FILHO DA PUTA É MUITO MERDA!

Porra, eu nem sei quantas vezes eu falei a palavra MERDA para descrever essa história... Como eu disse tem até idéias legais e uma estrutura que funcionaria, mas foi totalmente de má fé e má vontade que o Miller fez. Sabe, eu acho muito melhor ele não ter feito isso do que fazer só por má vontade... Ou para comprar um apê em NY. Pior que tudo bem, deu para entender o que ele quis e por isso até dá para relevar que é uma crítica e bla bla bla... É um desses gibis que são ruins, mas são históricos, então eu digo que é ruim e tudo mais, mas se você quiser saber mesmo, só lendo e não regurgitando.

Enfim... Vamos aos extras.

Aos extras... De DK um tem um texto do Miller e várias imagens BEM INTERESSANTES, sobre a abordagem dele para o Batman, mostrando várias idéias que ele tinha que depois foram usadas em ano um.

Tem uma galeria de capas... E umas imagens desenhadas pelo Miller para fazerem os Bonecos de DK e DK2, pior que os desenhos pros bonecos de DK2 são melhores que os do gibi. Caraça, se o Miller quiser honrar sua situação, deveria refazer DK2, sei lá, tenho medo dele fazer mais merda... Mas enfim...

Tem mais um texto dele, mas só texto escrito para bolar as idéias. Então imagens das páginas cruas e com arte final.

De DK2 só desenhos.

Bom, tenho que dizer que estou feliz de ter esse encadernado. É um trabalho bem feito, não vi muitos erros (o que me lembro foi uma vez chamarem o Merkel, um braço direito do Gordon que NUNCA aparece de frente ou fora das sombras) como Markel, mas isso é erro de digitação, uma pena ter escapado... Acho que o Oggh poderia ter feito um texto a respeito da edição, e inserido, porque seria bom uma visão editorial a respeito do sucesso que DK sempre foi principalmente essa sendo a quarta ou quinta edição lançada.

Dizendo isso, encerro feliz por ter DK e infeliz por ter lido DENOVO DK2, mas muito mais feliz do que furioso hahahaha! Hasta luego amigos!




Edit: Como escrevi isso ontem e fiquei sabendo de umas coisas hoje, posso dizer que já sei o que rolou com o Gonçalo (o Prático amigo me contou) e também finalizei essa bagaça do Contra 3, coisa que eu nunca tinha feito hahahaha Claro que tive uma ajudinha do save state do emulador!!! É bacana, mas pqp, era foda até no EASY!!! Mas de boa, nada supera Captain Tsubasa, o jogo dos Super Campeões, juro por Deus, é FUTEBOL COM RPG!!! E o PC é tão apelão quanto as do PES!!! Caceta, é isso ai!

terça-feira, abril 21, 2009

Fringe


Habemos, Fringe!



Pseudo-Ciência com Excelência



Olá, olá. Dessa vez eu vou comentar a respeito de uma série recente que está sendo lançada nos EUA: Fringe. Essa série foi produzida e desenvolvida por J. J. Abrams, que é conhecido do povo por ser um dos idealizadores da mega-série Lost (que eu, pessoalmente, não vou muito com a cara). Estou dizendo isso porque geralmente é o que se “vê” ao falar de Fringe, dá para se pensar que as séries terão certa relação por causa disso, mas não acho muito.


A premissa de Fringe é bem interessante. Ela trata a respeito da chamada “Ciência de Borda”, que significa nada menos que aquela ciência entre o limite do que conhecemos e da plausibilidade. Por exemplo, no jogo Parasite Eve (os Nerds do play devem saber do que estou falando), que foi baseado em um romance escrito por Hideaki Sena. Nele as mitocôndrias, uma das bases da célula humana, adquirem vida em uma hospedeira que passa a proclamar a era das mitocôndrias. Como essa parte controla a produção de energia da célula, elas não só conseguem evoluir o organismo (para uma forma animalesca) como imbuir com mais energia de modo que até ratos ficam maiores e mais ferozes que Dobermanns soltando raios do rabo.

- Aya Brea e Olívia... Situações fora de controle, na borda da ciência, habilidades fora do normal...


Ou seja, de certa forma, a ciência de borda é algo que trabalha nos limites do possível com o impossível. E Fringe é isso aí. Uma das coisas que diferencia de outra série extremamente conhecida e até “similar” na abordagem

é esse fato. Sim, estou falando de Arquivos X um dos maiores sucessos em termos de “seriados” em muitos e muitos anos. Acho que a principal diferença de Fringe é justamente abordar os mistérios de uma forma plausível, mesmo que seguindo pela linha do que não está provado, enquanto Arquivos X se centra mais no mistério de algo desconhecido (seja científico, místico, alienígena e etc), causando algo fora dos padrões para Mulder (posteriormente, Doggett) e Scully investigarem, sem se importar tanto com o que causa o efeito, mas sim a origem de tal fenômeno.


Não quero criar um cross aqui, é só para mostrar a diferença entre duas séries que podem ser vistas como “similares” (agentes do governo americano investigando casos envolvendo forças além da compreensão humana), e não sei dizer qual seria a melhor entre as duas, mas isso é mais para a questão do gosto pessoal mesmo.



A Base está na História


- Spoilers, o Bart solta!



No enredo, Olívia Dunham é uma agente do FBI que é chamada para resolver um caso estranho com seu parceir

o (e amante secreto) John Scott. No caso, um avião pousa com seu sistema eletrônico e todos os passageiros estão mortos, com a carne e órgãos derretidos e os esqueletos expostos.


Seguindo uma pista, os dois seguem até um local com um armazém guarda-volumes (cômodos para quem quer guardar coisas, como armários gigantes, nunca vi isso por aqui), e encontra o provável causador do ataque, e na perseguição o cara escapa usando uma explosão, que contamina o agente Scott com o vírus do derretimento no processo.


Como é algo muito avançado e desconhecido, a agente Dunham acaba tendo que recorrer para um cientista que fazia operações e pesquisas secretas nos anos 60-70, Walter Bishop. Entretanto Walter está em um manicômio fazem 18 anos e somente com o aval de um membro da família ele poderia ser liberado para auxiliar nas pesquisas a respeito de uma possível causa e decorrente cura. Olívia recorre ao filho de Walter, Peter Bishop, que é uma espécie de pilantra do bem, mas que não tem relações muito boas com o pai. Dessa forma, eles formam uma espécie de “força” para procurar a cura através dos conhecimentos difusos de Walter Bishop (ele estava em um manicômio por 18 anos, compreenda...), até conseguirem encontrar pistas do que estava fazendo isso.


Durante o processo, eles buscam o conhecimento que o um antigo colaborador de Walter adquiriu para depois formar uma empresa com grandes avanços tecnológicos, a Massive Dynamics, que é uma espécie de LuthorC

orp/Stark Enterprises da vida, e também descobrem que pode ter um agente comprometendo algumas missões, servindo de agente duplo.


Eles conseguem desvendar o que ocorre com John Scott, porque Olívia utiliza uma das antigas invenções de Walter. Um tanque com água salina, no qual vários eletrodos ligados na nuca de Scott e na de Olívia faz com que ela entre na mente do agente para descobrir a última imagem vista pelo enfermo: O rosto do suspeito. A partir de um retrato falado, eles descobrem a identidade do sujeito e traçam o local onde o ele estava se escondendo, capturando-o, assim achando amostras para desenvolver uma cura. John Scott é curado e Olívia fica mais sossegada...


Até que ela percebe que o agente que estava traindo a agência era nada mais nada menos que o próprio John Scott. Ela volta até o hospital que ele estava, mas percebe que ele já ia saindo de fininho. Dessa forma se inicia uma perseguição de carros, onde Jonh Scott acaba morrendo nos braços de Olívia, dizendo para ela que ele a amava de verdade e queria protegê-la do “padrão”.


Assim, como novos casos parecem despontar no horizonte, uma divisão do Bureau é criada para combater essas “experiências” de tecnologias desconhecidas que ameaçam a sociedade. A série tem seu início.


Personagens

- Casting no Lab!


Olívia Dunham (Anna Torv)



Olívia é uma agente do FBI que se encarrega de liderar a equipe. Ela parece ser mais do tipo mental, que lida com enigmas e pistas, mas ao mesmo tempo sempre participa das missões de campo. Ela lembra uma mistura de Fox Mulder com Dana Scully, ainda mais porque tem um lado cético que entra em contra ponto com cada nova descoberta que faz. Ao mesmo tempo a personagem começa a mostrar lapsos da memória de John Scott que a auxilia em diversos momentos para resolver os casos, como uma espécie de fantasma do passado a guiando. Ela tem a ajuda do agente Charlie Francis (Kirk Acevedo, o Miguel Alvarez da ótima e violentaça série OZ), que é um amigo e quase irmão, que muitas vezes fica desconfiado das “fontes confidenciais” as quais Olívia se submete e o custo que elas podem ter para a agente. E, realmente, Olívia começa a se afundar nesse mundo novo e desconhecido.


A respeito da atriz e sua atuação, olha eu acho que a Anna Torv faz um trabalho muito bom, talvez por eu não vê-la em outras atuações, eu a ache legal, mas enfim, eu a acho bem competente, ela consegue expressar legal os dilemas da Olívia e, não sei por que, ela me lembra um pouco a Gwyneth Paltrow, não digo tanto fisicamente, mas acho que os trejeitos sabe. Mas como ela representa um dos grandes alicerces da série, acredito que esteja levando bem o seu encargo, sem se mostrar apática ou “chocha” no papel.



Peter Bishop (Joshua Jackson)



Peter Bishop é uma espécie de gênio problemático. Podemos ver que muito se deve a falta do pai em sua criação e que, ao mesmo tempo, ele por si próprio tem uma grande capacidade cognitiva que usa para fazer seus trambiques. Sim, ele tem vários enroscos em Boston (local onde se situam 90% das histórias e ocorridos), com um pessoal da pesada (ta, sem essa de narrador de comercial de filmes da globo, é CRIME MANO!), e por isso estava fugindo de lá, até que Olívia o encontra no Iraque armando um golpe para tirar dinheiro dos caras (mas que feeeeeio senhor Bishop). Quando ele retorna, muito a contragosto, se vê que ele tem uma relação bem distante do pai, que ele vê como um cara que abandonou ele e a mãe para as pesquisas até ficar louco, mas em certos momentos ele sente uma grande “pena” e a falta que o pai dele faz.


Peter aparenta não ser tão esperto quanto o pai (bom, talvez por não passar anos estudando), mas tem vários lapsos de conhecimentos, o que leva a crer que ele com seu QI de 190 é totalmente desleixado em relação a isso. Dessa forma, sua utilidade para o grupo é a de auxiliar Olívia a lidar com o pai, ajudar o pai com seu conhecimento científico que, apesar de amplo é também ligeiramente limitado e também utilizar de suas “conexões no submundo” para conseguir pistas para Olívia de modo, bom, vamos dizer “não-corriqueiros”.


Joshua Jackson faz o papel de Peter, acho que a maioria o conhece ou da série Dawsons Creek (ele fazia o Peacey), ou do filme Skulls (nunca vi, mas é a respeito de uma espécie de Sociedade Secreta pra fazer Maçom chupar). Sinceramente eu acho a atuação dele muito bacana, como Peter ele consegue ser bem cínico em vários momentos, inclusive com o pai dele, mostrando um ressentimento ao mesmo tempo com uma veia de humor e é isso que ele coloca no personagem, dá para ver que é certa ambigüidade no tom de voz e tudo mais. Também está bem nesse papel, encaixou feito uma luva para o garoto (bom, se em que ele já deixou de ser garoto faz tempo hahahaha).


Walter Bishop (John Noble)



O Doutor Bishop (Doc de graduação) é o responsável por muitas coisas que ocorreram. Fazendo pesquisas secretas para o governo, para desenvolver uma nova ciência e avanços tecnológicos sobre os inimigos dos EUA (vida, COMMIES), ele fez diversas inserções (ui), em áreas totalmente abastadas da ciência e com muitos questionamentos morais. As pesquisas dele foram interrompidas quando um acidente ocasionou na morte da assistente dele e de outro cientista que o auxiliava, William Bell (rumores dizem que será interpretado por Leonard Nimoy, o Spock de Star Trek), que atualmente é o presidente-fundador da Massive Dynamics, a maior empresa de tecnologia do mundo.


Depois de passar muitos anos no manicômio sua memória e contato com a realidade se perderam, mas não seu brilhantismo, em alguns momentos ele consegue ajudar a desvendar os mistérios a respeito dos acasos científicos que batem à porta.


Ele é interpretado por John Noble (que pode ser mais facilmente reconhecido como Denethor, em O Senhor dos Anéis), que sinceramente está SEM-SA-CIO-NAL no papel. Não sei como dizer isso, bom, até sei, mas vá lá, ele simplesmente é um dos “shows” do programa. O personagem é bem composto, é muito bem escrito e o ator faz o papel ficar esplêndido. Primeiro de tudo, o Doutor é louco, simplesmente louco, ele não se lembra de quase nada do que acontecia antes, só como flashes, e isso afeta o comportamento dele até nos costumes. Por exemplo, ele está em cima de um corpo, morto misteriosamente em uma lanchonete, perguntam o que ele acha e ele diz “Duas coisas, acho que aquela torta sob o balcão deve estar muito saborosa...” e ai perguntam e a outra coisa “ah sim, acho que o que ocorreu foi isso...”. E por aí vai, dá para ver que ele tem uma loucura sensível, ele é distante e fala umas coisas inapropriadas, mas quando se toca na parte da ciência ele sempre se afia. Ao mesmo tempo ele tem todo o caso com o filho dele, e é um personagem que sofre o tempo todo, mas está perdido, tentando recuperar os prazeres da vida que tinha perdido por conta do que amava fazer: descobrir os segredos da ciência.


John Scott (Mark Balley)



Agente e amante de Olívia, que logo no primeiro episódio morre se revelando um traidor. O ponto é: traidor para qual lado? Esse é um dos mistérios de John Scott, que ainda permanece “vivo” na mente de Olívia, devido à transferência de informações que ela faz para obter informações a respeito do suspeito do atentado. Aparentemente John trabalha para um “poder paralelo” (não, não é a nova novela da Record), reunindo informações a respeito desses casos loucos e desenfreados, mesmo usando o governo americano como meio para adquirir e repassar essas informações. Ele avisa Olívia a respeito do “Padrão” e passa a aparecer como uma visão para ela em diversos momentos, como resquício de memória que fica na mente dela, indicando pistas de casos que ele mesmo tinha trabalhado antes.


Sobre o ator... É ele faz um bom trabalho, digo, as aparições do John Scott não são de grande espaço na série, as reações da Olívia se destacam mais por ela vê-lo como uma assombração e ele estar lá, de boa na maioria das vezes, então, ele cumpre seu papel razoavelmente bem, mas para um personagem chave, ele não aparece tanto assim de maneira multi-expressiva.


Phillip Broyles (Lance Reddick)



Broyles é o superior de Olívia e que abre todo esse “sub-departamento”, que ela gerencia para cuidar desses casos misteriosos. No início vemos que ele tinha certa rixa com Olívia e John, mas logo se vê que ele está interessado nas capacidades dela. Além disso, Broyles parece que sabe coisas a respeito do padrão e tem contatos estreitos com Nina Sharp da Massive Dynamics. Ele sempre se desdobra para conseguir ajudar Olívia em uns aspectos mais judiciais e legais, mas ao mesmo tempo parece quer-la manipular para seus próprios interesses e de “afiliados invisíveis” que parece ter.


Lance Reddick, que interpreta Broyles me lembra um pouco o personagem de Heroes, o “haitiano”. Ele tem aquele olhar fixo e duro, como se todo o mundo fosse se dobrar perante o fitar. Pode parecer que é uma interpretação simples e restrita, mas acho que para o personagem essa que é a graça, para mostrar que mesmo sendo maleável ante as necessidades fora do comum dos casos, ele mantém sempre a mesma expressão e pose inflexível, como quem pudesse controlar as ondas e os ventos. E sim, se você topar com esse cara em um elevador e ele te olhar, pode ser que você se divida em dois meu caro (minha cara) hehehehe.


Nina Sharp (Blair Brown)



Nina Sharp é uma das diretoras executivas da Massive Dynamics. Empresa criada pelo antigo parceiro do doutro Walter, chamado de William Bell. Nina faz o tipo de “fiel” (no sentido religioso), para com seu patrão e sua empresa, sempre a defendendo, mesmo que na maioria das vezes os casos que Olívia investiga a levem até a MD. Nina parece saber muito sobre o padrão e ao mesmo tempo tem certa relação com Broyles que mostra um “conchavo” de ambos. Ela tem uma espécie de prótese artificial, com esqueleto metálico, estrutura transparente e uma camada de pele artificial, mostrando como ela se beneficiou de certos avanços científicos que não estão À disposição de qualquer um.


Blair Brown, que faz o papel de Nina é como uma mistura de Rita Lee com Nicete Bruno, e ao mesmo tempo em que faz uma interpretação de senhora amável também tem aquela faceta de manipuladora misteriosa. Mas é o caso do John Scott, que não aparece tanto assim para vermos uma variação enorme na interpretação, mas ela é bem competente no papel.


Outros personagens: Entre outros personagens temos Astrid Farnsworth, que é uma ajudante de Olívia e Walter, expert em línguas e computação que tem uma participação bem interessante nos casos. Também tem a irmã de Olívia, Rachel e sua filhinha Ella que passam a morar com ela em certo momento. Mitchell Loeb, um agente que é amigo de Broyles e que é infectado por uma estranha parasita em um dos episódios. David Robert Jones, que é vivido excelentemente por Jared Harris (foi o doutor Ashford nos filmes de Resident Evil e John Lennon no bacana “Two of Us”), que é o líder de um grupo tecno-terrorista (aparentemente), chamado ZFT (falarei disso no próximo capítulo). E o estranho Observador, um cara careca até nas sobrancelhas que parece estar envolto em muitos mistérios, sendo um “ser humano” diferente de qualquer outro, sempre avaliando algumas situações e tendo um contato secreto com o doutros Bishop.



Fringe e Planetary – Uma conspiração em comum

- Planetary, uma das melhores séries em quadrinhos dos últimos tempos. Conspiração em meio a segredos e tecnologia.



Para quem não conhece, Planetary é uma série em quadrinhos muito bem escrita por Warren Ellis e desenhada por John Cassaday. Nessa série (de 26 edições e com um epílogo marcado pra sair esse ano), um grupo de pessoas buscando descobrir diversos fatos e tecnologias que, de alguma forma, foram enterradas e perdidas por algum motivo. Como Arqueólogos do Desconhecido. Enquanto eles tentam desvendar esses segredos perdidos, outra organização (conhecida como os Quatro), tenta evitar que eles consigam esse conhecimento, usurpando qualquer mistério para si e se tornando cada vez mais poderosos. Claro que, como uma HQ, tem muitas influências de super-heróis, mas também de várias outras áreas da cultura pop, como

filmes dos anos 50, kung-fu, livros pulp e por aí vai.


Dá para encontrar essa similaridade no caso de Fringe. Primeiramente, todos esses casos em que a Olívia se envolve têm uma causa que, por algum motivo, parece estarem interligadas. Isso seria o chamado Padrão, que é descrito primariamente como “pessoas que usam o mundo como seu laboratório de pesquisas”, ou seja, gente que faz esses experimentos e causa a situação para ver “no que que dá”. Mas depois de um tempo percebemos que o padrão é um pouco mais que isso, já que sentimos o envolvimento da Massive Dynamics entre outras empresas dentro desse esquema. Entre esses ocorridos, eles parecem estar tentando controlar a tecnologia à solta causando esse estardalhaço desnecessário e, por isso, Olívia é uma ferramenta importante para o caso.


Ao mesmo tempo, existe muita coisa ligada ao passado do Doc Bishop. Ele não se lembra de muitas coisas de seu passado, mas tudo o que aparece pela frente ou tem um pitaco dele ou ele sabe como algo poderia ter transcorrido até tal ponto. Ainda mais com seu misterioso e inacessível ex-parceiro, William Bell e as causas incertas que levaram um a ser internado e o outro a ser um Bill Gates turbinado.


Sem falar em uma organização que eu diria ser “pseudo-terrorista”, a ZFT, que causa e busca objetivos ainda incertos, mas é de certa forma, uma antagonista ao Padrão e, por outro lado, uma parte dele. O ZFT é basicamente o que a IMA é para a Marvel (para quem não saca de quadrinhos, IMA significa Idéias Mecânicas Avançadas, e eles são um grupo de cientistas que cometem crimes para poder financiar suas pesquisas, testar suas criações tecno-bélicas e etc).


É isso o que leva ao seriado ter o subtítulo (pelo menos no Brasil) de “Grande Conspiração”. Todos esses eventos compõem parte de algo ainda maior a ser revelado para o espectador, mas é algo maior que flutua como é o necessário para se dar graça a uma conspiração “secreta”. Os casos ocupam certa parte dos eventos e ao mesmo tempo tem interligação com esse grande mistério, então, não se se entedia muito do segredo, como muitas pessoas citam que Lost mantém segredos por tempo DEMAIS e isso fica enfadonho por poucos serem revelados e muitos serem elaborados para ficar de molho.


Em Planetary, os Quatro (aliás, nitidamente uma referência ao Quarteto Fantástico), usa as tecnologias que eles descobrem de forma egoísta, para que apenas eles usufruam de toda essa capacidade tecnológica, o oposto que o Planetary quer: descobrir esses segredos e avanços para contribuir para a evolução da própria sociedade humana. O que vejo de certa forma expresso nos desejos do Padrão, que parece controlar (ou querer controlar), qualquer ponta solta da evolução tecnológica que, atualmente, já está a todo vapor. Quando Nina Sharp se apresenta para Olívia e mostra o nível de sua prótese, dá para entender que existem muitas coisas desenvolvidas que não são “soltas” por aí.


Sabe isso me lembra algumas teorias conspiratórias e até mesmo alguns fatos. Tem muita gente que diz que existem curas para várias doenças e até mesmo novas doenças já criadas para serem liberadas por ai. Não quero dizer que isso é verdade, mas é algo que expressa o fato de ter uma lenda com esse cunho, de algo ser desenvolvido em segredo para mais tarde fazer um grande impacto. Por exemplo, muitas pessoas acham que internet é algo novo, mas desde os anos 50 ela já foi desenvolvida, entretanto só muitos anos depois que foram criados computadores baratos e com um sistema mais simples de se usar e, posteriormente, se tornou cada vez mais tangível. Outro exemplo é ao redor dos videogames, no começo dos anos 90 os mais proeminentes eram o SNES e o Mega-Drive, ambos com uma engine (leia: processador) de 16 Bits, foi quando a Atari (aqueeeeeela do cláááááásico videogame dos 80’s), lançou O Jaguar, que tinha 64 Bits, quatro vezes o que os outros dois tinham. Resultado? Faliu. Isso porque ninguém conseguia desenvolver direito jogos interessantes, com um visual superior e correspondente a expectativa do Produto.


- Leonard Nimoy na capa de seu CD de Jovem Guarda: "Meu broto, meu carango, minha vida longa e próspera"



Dá para ver que muitas vezes a tecnologia ainda não está madura para o conhecimento do público, ou até mesmo dos próprios pesquisadores. Por muitas vezes temos teorias e conceitos profundos quanto ao que pode ser e acontecer, vide o acelerador de partículas LHC, que muitos pensam que vai destruir o mundo, mas está longe disso, porque esse é o efeito que o desconhecido causa nas pessoas: o medo. Trabalhando com o medo que se é possível criar uma boa dose de suspense e, enfrentando-o face a face, que é possível se ver através de suas causas, aprender com elas e domar esse desconhecido.


E no final...



Bom, no final eu vos digo que essa série até o momento está muito boa. Como ainda não tem um zilhão de capítulos (Vide 24 horas, por exemplo, na décima temporada vai ter quantos episódios? Duzentos e quarenta não?), qualquer um pode alugar/baixar/comprar/assistir que vai entender de boa e sem complicações o desenrolar da trama.


Atualmente está passando às 22h00min horas no canal da Warner, das terças e, como é de costume do canal, vez ou outra passa uma maratona reprisando os episódios, além, é claro, de reiniciar a exibição da série quando ela atingir o final da temporada e só restar esperar pela produção de novos capítulos.


Recomendo também, dar uma olhada no site oficial da série e também no blog em português Fringe Lab.


Bem é isso, espero que apreciem a série, caso passem a ver devido a minha opinião! Lembrando que é a minha visão dos fatos em alguns pontos, não sou um profissional ou algo do tipo. A série tem seus altos e baixos, mas acho que compensa assistir e que um olhar atento pode revelar que é excepcional. Podem dar uma chance!!!


Ciao Bambinos e regazzas! :-D

segunda-feira, abril 13, 2009

Spirit – Ruim, ruim mesmo, pior que bater na mãe

- Vigilante Máscarado... Tá com uma cara de Dançarino de Flamenco...


Bom, novamente vamos começar falando a meu respeito e da obra. Acho importante eu dizer qual é a relação do interlocutor (no caso, eu, eu mesmo e eu de novo), com o objeto de sua locução (O filme/a obra). Não li muitas coisas do Spirit, só umas edições on-line (poucas) e algumas historinhas que tem nos dois livros teóricos do Eisner, “Quadrinhos e Arte Seqüencial” e “Narrativas Gráficas”. Não conheço o personagem por longas e extensas leituras de toda a obra, até gostaria, mas não. Quero ler as obras do Will Eisner e não são lá muito fáceis de achar (pelo menos pra minha pessoa, um cara pobre, sem grana em uma cidade pequena hehehe), e o que vem saindo de recente não me chama a atenção.


Então leiam sabendo disso, tenho um conhecimento escasso, mas mesmo assim é alguma coisa, vou tentar analisar de uma forma mais crítica possível, tentando focar melhor nos detalhes do filme e em algumas coisas que sei do personagem.





Miller e a arte de alterar o prisma



- Meninos e meninas, esse é o Frank Miller da era Image! No aguardo de uma fusão dele com o Liefield e, posteriormente, seu eventual retorno a grandeza.


Segundo passo é falar sobre o Frank Miller. Frank, Frank, Frank... Sim, ele fez tantas HQs fenomenais desde os anos 80 que, sinceramente, ele realmente é uma das maiores mentes dos quadrinhos nos últimos 20 anos. Eu realmente sou fã do cara, o coloco sempre na trindade sacra: Moore, Gaiman e Miller. Com histórias como Ronin, Batman Ano um e Cavaleiro das Trevas, Suas histórias no Demolidor, 300 de Esparta, os trabalhos com Geof Darrow (fenomenais) e etc, com certeza o colocaram nesse patamar... Entretanto tenho que dizer que de uns tempos para cá ele vem decepcionado geral.

Veja bem. Quando lançou DK, uma das obras que redefiniram os quadrinhos, vários fãs pediram por muito e muito e muito tempo uma seqüência. Sinceramente, não sei por que, a obra ta boa do jeito que ta, mas o pessoal sente necessidade de continuações... Enfim, um dia, pensando em comprar um apê novo, Miller aceitou o trabalho de fazer essa tal ... Seqüência...

E rapaziada que não leu... Que merda... Que grande merda... Ele conseguiu cagar em todos os pontos. Os desenhos estavam cartunescos e em cada edição seguinte ficavam mais toscos e obtusos. A Mulher dele coloriu a revista com as cores mais chamativas possíveis e usou todos os efeitos mais toscos do photoshop que conseguiu, as piadinhas eram HORRÍVEIS, os personagens estavam totalmente descaracterizados (porra, ele fez o HOMEM-BORRACHA, o cara que é só piadas, alegria e gozação virar um tipo de assassino elástico rancoroso) e a narrativa totalmente non-sense. A trama até que dava para passar, sobre como Lex virou o presidente e coagia o Super a ajudá-lo no que ele quisesse por manter a cidade engarrafada de Kandor em sua custódia, fazia um certo sentido, mas o resto escrachava com tudo. E o final, sei lá como, nem entendi até hoje (tenho medo até de RELER), aparece o Dick Grayson (Dick viadinho), vestido de Robin, meio vampiresco e o Batman arrancava a cabeça dele... Meu, que horror...




- Essa capa é tudo o que presta de DK2. Eu achei bacanam nas o resto. Meu amigo, se você usasse de papel higiênico iria sujar a bosta...


Enfim, mesmo sendo HORRÍVEL e SOFRÍVEL, muita gente acredita que essa era uma forma de “protesto” do Miller a respeito de que não se deveriam ter “continuações” de certas coisas e como essa pressão “para gerar lucros”, é realmente uma merda que faz a arte ser deixada de lado em favor do lucro fácil. Bom, isso é uma forma de se interpretar, pois o negócio era tão ruim e o Miller é (ou era, sei lá), um escritor tão bom faria uma coisa daquelas? Só QUERENDO ser ruim.

Tudo bem se passaram anos e a próxima empreitada do Miller chega às bancas com All Star Batman and Robin (no Brasil, Grandes Astros Batman e Robin), e, minha, nossa, senhora, de, todos, os, santos (e nem sou católico, só preciso de uma exclamação gigante mesmo), que desastre. O Batman vira um cara viciado DEMAIS, exagera em tudo para sua vingança, é sujo, bate e não ta aí, foda-se tudo, não se barbeia, xinga, é o GODDAMN BATMAN MODAFOCKA! Aparece a liga dos super cuzões, com o Super Punheteiro Mimimi, Menstruada Maravilha e Hal Jordan, o homem com medo! Nunca vi edições mais fedorentas em minha vida, tudo é escrachado, o Robin xinga o Alfred, o Batman ta nem aí, tem mega posters pra lá e pra cá (aliás, acho que a única coisa que valeu foi um mega pôster da Batcaverna com vários Bat-Carangos), e tudo mais... Ou seja, outra BOMBA!

- Você é um retardado ou algo assim? Não sabe quem eu sou? Sou o Maldito Batman... Concordo, cair assim nas mãos do Miller é mesmo ser maldito e amaldiçoado...


Novamente, o povo começou a ver que ele estava fazendo isso de propósito, ou pelo menos pensar que ele está fazendo. Uma espécie de mensagem à respeito de como o exagero constante na “darkonização” dos heróis, principalmente no mais sombrio de todos (sim, acho que ele é o mais sombrio, mas o Batman ainda é um herói, tem muitos personagens que já são sombras e são mais insanos e imersos nas trevas [e ta tudo bem com isso] do que heróis, enquanto o Batman é algo que se mantém sempre acima disso e isso que o torna o herói que é), ficaria uma bosta... Como ficou...

- Meia noite das HQs do "The Authority", praticamente uma versão do Batman que mata, xinga e tortura. Ele pode até fazer isso tudo, é a proposta dele! Mas não a do Batman...


Não quero entrar muito nessa questão, mas é impressão minha ou o Miller ao invés de fazer boas HQs simplesmente não quer mais fazê-las, escrevendo pedaços de lixo zombeteiro que os fãs se masturbam ao alterar seus próprios prismas de visão a respeito da obra? Por que sim, se fosse um Chuck Austen da vida escrevendo, acredito que iriam matar o cara sem pensar duas vezes.

- Chuck Austen. Perigo. Afaste-se. Radiação de péssimas histórias atingindo nível crítico...


Pessoal, sinceramente, essa é minha opinião, tudo bem ele escreve uma HQ ruim para protestar, fazer isso duas vezes já é forçar um pouco a barra, mas a confirmação que ele ta perdendo a mão aparece no filme do Spirit...


Sin City e 300


- 300 e Sin City. Boas Adaptações, eu recomendo!


Uma das maiores obras do Miller com certeza é Sin City. É preto no branco, com uma bela densidade de escrita, a narrativa é muito boa, os detalhes de sombras impecáveis, assim como a estética e estilização que ele coloca. Eu nuca fui muito fã do traço do Miller, mas essas edições estão boas, sem reclamações. Sin City é uma temática muito boa, histórias sobre uma cidade violenta, com pessoas violentas, casos violentos e coisas do tipo. Eu gostei muito e considero muito influente em meus próprios trabalhos. Sin City é uma espécie de Dirty Noir que foi bem adaptado para as telas. Eu digo siso porque acho que é uma das HQs que menos se mexeu na transposição de histórias em quadrinhos para cinema. Veja bem, geralmente, existem algumas mudanças que tem que ser feitas em vista de se aproximar mais a realidade desenhada e imaginada da realidade viável (e filmável), como por exemplo, o Batman usar armadura, faz sentido no mundo real mais do que usar só um colante. Como em Sin City foi transposto diretamente, não há no roteiro, em si, muita dificuldade e nem “o que” ser alterado e funcionou muito bem, criou até uma estética diferente, alternada. Eu diria o mesmo para 300 de Esparta, eu gostei, apesar dos “slow-fast-slow motion”, não acho que isso seja algo para falar que o filme foi ruim, porque é exatamente o que tem na HQ e uma visualização do mítico conto dos 300 homens. (tirando a parte da rainha, que foi uma merda).

Com a divulgação desses dois filmes (e sucesso, creio que ambos fizeram sucesso, se algum foi uma merda, me digam), o Miller conseguiu alguns novos projetos, como Sin City 2 e conseguir filmar, escrevendo e dirigindo o filme do Spirit.


Influências


- Então Frank, depois que eu morrer, se tiver um filme do Spirit, prometa que não deixará fazerem pouco de meu trabalho?
- Claro, claro...
- Veja bem, você sabe qeu tem uma temática noir, mas com humor, não é como aquelas histórias de acrobatas picados por aranhas e homens que sobrevivem a aviões fumegantes...
- Claro, claro... Prometo que não vai ter nada disso. Vai ser tão fiel quanto as negociações de paz feitas por Hitler!




Frank Miller é um cara com diversas influências em seu trabalho. Isso é bem visível, ele, por exemplo, era muito influenciado pelo mangá do Lobo Solitário (Que tem por aqui no blog falando um pouco dele), que você pode ver refletido em Ronin, no Run dele no demolidor (que transformou o demolidor no que é hoje, acreditem!), na Elektra (aliás, acho que ele é o único escritor que escreve a Elektra e faz ela ficar legal, outros fazem ela ficar tão... nhé...) e etc.

Também é possível de notar a influência que o Eisner trouxe. Veja bem, Eisner começou cedo. Nos anos 40, e pouco a pouco veio ganhando a notoriedade e importância nos quadrinhos que, bem, como posso falar, ele é o Orson Wells das HQs, o que Andy Warhol é para a pop arte e o que Tolkien é para a literatura fantástica nos dias de hoje. Ele foi o primeiro, antes de qualquer outro, a tratar a HQ como um meio, simplesmente um meio, sem ser exatamente par acrianças e descerebrados, suas histórias eram simples e diretas, sem medo de tocarem em temas adultos ou contar contos realistas e crus, sem muita firula e, com a maestria que só ele tem, ele fazia isso com a principal ferramenta das histórias em quadrinhos. A narrativa.

A narrativa do Eisner o coloca em um patamar supremo. Ele conseguia contar histórias envolvendo todos os quadros, com uma linguagem superior, criando ambientes maravilhosos e trabalhando com painéis inteiros onde os quadros compõem parte de uma soma inteira. Isso se torna mais evidente na sua obra-mor, Spirit, sobre Denny Colt, um detetive que finge sua morte para poder pegar um grupo de bandidos e passa a agir como o Espírito. É simples, mas é funcional. As histórias eram em preto e branco, usando a narrativa superior de Eisner, tinham um tom investigativo, pastelão, mas divertido, é uma HQ (pelo que eu li), muito divertida de se ler.


O que o filme, não é de se ver.



- Alguns exemplos da narrativa do Eisner, clique para aumentar



Spirit – Antes morto do que reencarnado

- EU COMENTEI O FILME TODO. SIM, ELE INTEIRO, PARA APONTAR POUCO A POUCO AS FALHAS DESSA MERDA. SE VOCÊ JÁ VIU, TUDO BEM, SE NÃO, LEIA POR SUA PRÓPRIA CONTAE RISCO!


Bom, vou começar a falar do filme. Quando eu começo a ver, eu acho que estou vendo um filme do Deadman. Sim, Deadman, ou Desafiador, sobre um acrobata/trapezista (Boston Brand), que é assassinado, mas seu fantasma é energizado pela pseudo-deusa hindu Rama Kushna (não sei se ela existe mesmo no hinduísmo ou se é só uma espécie de Krsna cover), para poder obter justiça e equilibrar a balança cósmica.

- Chuva. Um dos elementos mais presentes nas obras do Eisner, que ele sabia fazer como ninguém. Preciso dizer que não chove no filme, só cai uma nevinha vagabunda?


Enfim, aparece uma mulher rebolando e falando assim, sobre morte e etc. E eu sem entender nada, nunca vi isso nem sequer citado nas HQs, mas li muito pouco, como disse. Depois disso aparece ele no cemitério recebendo uma ligação de alguém, se arruma em uma casa cheia de gatos (acho que ele divide o apê com o Hellboy), e, sinceramente, começa a “surfar” pela cidade.

Meu, é sério, ele pula em uns fios de alta tensão tão grossos quanto o meu braço, mas que parecem uns barbantes, e ele pula como se fosse um tipo de acrobata louco (será que o Miller está fazendo um filme do Desafiador e não do Spirit???), mas caceta, ele pula de altura muito alta e surra uns bandidos que estavam chacoalhando uma moça indefesa. Meus amigos, ele transformou o Spirit em uma Tartaruga Ninja! Sim, o Spirit virou o desafiador e uma tartaruga ninja ao mesmo tempo.

Seguindo, ele pula em um carro de polícia e dá um chega pra lá no motorista. Detalhe, o motorista é o próprio Frank Miller. Assim ele chega a uma espécie de lago onde tem um policial baleado. O policial relata que viu uma mulher (Eva Mendes, tesuda, deveria estar no filme da Mulher-Hulk ao invés dessa bosta), mas quem atirou foi o Octopus (Samuel L Jackson), ai tem uma cena louca em flashback dela vagando em um lago infinito, que em um momento ela conseguia ficar de pé e no outro era mais fundo que sei lá o que, enquanto o Octopus baleia o sujeito pelas costas e continua atirando com balas que vão vários metros pela água até acertar a Eva e mais um gaiato que estavam com uns baús velhos (aliás, os Mythbusters provaram que balas não vão muito fundo na água... só pra ser chato), eles escapam com um baú e o outro, vai pro saco.

Nisso o Octopus pula na água e pega o baú que sobrou e quando volta vê o Spirit no exato momento em que ele chega. Agora, o que acontece, parece que ele mata o cara que estava com o Spirit sem ele ver (ou seja o Frank Miller), arranca a cabeça do Miller e joga no Spirit, então, do nada, ele joga o Spirit em um lamaçal (peraí, não era um lago?), e começa a bater nele com a cabeça do Miller, do nada o Spirit pega uma espécie de chave inglesa gigante e dá na cabeça do Octopus, enquanto isso ao fundo parece que tem uma fábrica pegando fogo e eles estão em um lugar totalmente diferente. É Quanto o Octopus dá uma PRIVADADA no Spirit, sem brincadeira, ele pega uma privada e acerta no Spirit, isso com 20 minutos de filme, eu não to entendendo nada, ninguém falou quem era o Spirit até agora (eu sei, mas e quem não sabe?), do nada eles foram teletransportados, como o Jaspion ia para outro lugar (a pedreira abandonada, “vamos para um lugar seguro, haaaa, outra dimensão”), e agora estão batendo com objetos saídos do cu (claro que do cu Robin, de onde mais?), e ainda por cima ridículos!

- Bendis, Bendis, Samuel L Jackson como Octopus, Cabeça de Flash de máquina fotográfica antiga, Bendis e Scarlett Johansson como Peitos Floss...


Eu queria desligar essa merda logo, mas tinha que assistir tudo para ver direito e poder julgar com mais paciência. É quando vem um gordão bobo (tipo um Brian Michael Bendis mais esperto) e atira várias vezes no Spirit que não morre e o Octopus fica com essa baboseira de “Somos iguais, blábláblá” Que dá a entender que o Spirit é tipo um imortal (okay... tem isso nas HQs? Porque acho que ele não é nenhum Macleod) e vai embora com o gordão.


Mais tarde eu fui perceber que esses gordões são uma espécie de clones burros pra cacete, que tem camisas com palavras como nomes sempre terminados em “os”, que parecem ser o que são, buchas de canhão idiota. É como se o Miller fizesse uma merda mais uma vez para mostrar “olhem, fiz buchas de canhão que pensam e são verdadeiras buchas, olhem pra mim, faço uma merda para criticar os padrões”... Mas enfim, até aí só pelo conceito de ter clones já é estranho, mas não acho que isso seja muito alienígena aos contos do Spirit. Tem até mesmo uma historia que aparece uns aliens e etc.


Enfim, aí percebemos que a Eva era a namoradinha de infância do Spirit, que eles eram meio pobres e ela queria grana. O pai dela era policial e o Denny queria ser um, mas acontece que o tio do Denny (que cuidava dele), se mete em uma briga e acaba matando sem querer o pai da Eva (Sandy Saref), e depois se mata enquanto o cara que causou tudo vai embora. A mini bitch fica brava com a polícia e tudo isso e cai fora da vida do Denny também (engraçado que a moleca é a cara da Eva mesmo). Quando ela volta, dá a entender que ela procura algo que estava no baú que o Octopus ficou e ele com o que ela queria.



- Ebony White, o "parceiro" de Spirit não está presente. Ebony foi muito discutido por ser um esteriotipo perjorativo dos Afro-descendentes, com gradnes lábios e uma linguagem mais pobre, mas essa não foi a intenção do Eisner. Acho que o Miller deve ter transformado o Ebony em Octopus...



Quando o Octopus abre o baú, tem uma cena das mais ridículas EVER que eu já vi. Ele vestido de samurai, com a Scarlett Johansson (gostosa, uma ajudante tetuda e tesuda, mas apática chamada Silken Floss), junto. E quando ele abre e vê que não é o que ele queria, começa a matar os gordos bobos com uns visuais... Meu deus... Um visual tão ruim que parecia ser um clipe do Pato Fu em cromaqui para imitar aquele visual vagabundo de mangá sem profundidade do tipo “opa, Japão, katanas, shurikens, sol nascente, kimonos, iupi que caracterização supimpa”. E em nenhum momento a gente sabe por que diabos ele está vestido assim e quem é ele ou alguma coisa assim...
- Samuel L Jackson Samurai, é esse caceta! AFRO SAMURAI BARBALHO!


Aliás, isso é um dos defeitos do filme. Parece que o Miller queria fazer uma espécie de narrativa não tão linear, onde a gente tem que pensar um pouco, já é jogado na ação, e depois vamos tendo pitacos de dicas de quem eles são e do que eles fazem uma coisa mais Kill Bill, sem dizer muito especificamente as razões. Mas acontece que as cenas são ruins e chatas, as falas são muito toscas e quando vão revelar isso ninguém ta nem mais aí (pelo menos eu) pra quem são e o que fazem. É como se o homem aranha, surgisse no primeiro filme, lutando contra palhaços, batendo por meia hora nos caras com vasos, nunca mostrasse o lance da picada, falasse a respeito de quando ele era criança e os pais dele morreram em um acidente de avião, depois ele lutasse contra clones e descobrisse que a namorada morta dele teve filhos com um rival que nem aparece no filme, e só depois explicassem essa zorra toda!


Bom, daí passa para a Sandy, indo falar com algum negociador de artefatos antigos que deu a dica pra ela, ela chantageia o cara e meio que faz uma chantagem de MORTE com ele, falando para ele se matar, enquanto faz isso vemos que tem um LAPTOP na mesa do cara.

Peraí, putaquepariu, até agora a ambientação mostrava uma cidade escura, policiais meio anos 30-40, com carros velhos, linhas de telefone longe de serem fibras óticas e tudo mais, e agora tem laptops???? Não é ó isso, do nada parece que eles tem tecnologia, mas ao mesmo tempo são totalmente retro, não dá para entender isso. É uma opção estética pelo visto, mas sinceramente é uma bosta. No original até dá para ver algumas coisas científicas, mas é uma espécie de tecnologia que se mescla bem a esse clima noir e retro, ainda mais por se tratar de um noir mais cartunesco, mas no filme isso é totalmente ignorado, e tem celulares blackberry, computadores, helicópteros Black Hawks e o caralho a quatro, sem falar em fotocopiadoras.

Uma hora a Sandy senta em uma fotocopiadora e tira uma Xerox da bunda deliciosa... ahm... Da Bunda dela e deixa lá... E só o Spirit consegue notar isso (óbvio).


Quando sai do hospital a gente vê o casinho dele com a Ellen Dolan filha do comissário Dolan. Sério, o comissário Dolan virou uma espécie de Turpin/Bullock aqui, esbravejando com o Spirit toda a hora, realmente ele era assim nas HQs ou só nas que eu não li?



Enfim, ele sai do hospital, um bandido burro rouba uma mulher e vai na direção dele, já leva um murro, ele pega a bolsa e dá uma entrevista, em menos de um minuto. Ele chega até o lugar que estava Sandy, acha a Xerox do cu dela e vai atrás da garota por aí perguntando pra vários atendentes de hotel se viram aquela bunda. Meu, homem gosta de bunda. Tem umas até fáceis de identificar, dado o nível de cavalice bundal, mas, meu, bunda não é rosto!

Depois desse nível forense indescritivelmente fenomenal, o grande detetive anal descobre a suíte em que está Sandy, conversa com ela em um tipo de momento “Oh, é um flashback moment, eu sei quem você é, mas você não tem idéia de quem eu sou”. E Sandy joga Spirit da janela... Até ele ser salvo por umas gárgulas bem colocadas, usa o ninjitsu espiritual (dá-lhe Naruto, influenciando Frank Miller!), e sai de lá.

Bom, aí vamos pular para uma cena onde a Silken Floss (Johansson) captura o Spirit assim que ele a encontra, simplesmente ele pula em um esgoto, ela chega, dá um beijo nele e enfia uma injeção no pescoço dele. Acho que tem uma lição nisso tudo rapaziada. Se uma gostosa pacas vier andando para cima de você, em um esgoto sujo e fedido (bom, nem tanto no filme), não a beije de olhos fechados promiscuamente sem falar nada, pelo menos cheque-a para ver se ela não tem nenhuma arma escondida ou substância ilícita e desconhecida para por você para dormir.

Agora vem a parte mais esquisita do filme. Ele acorda em um lugar, amarrado em uma cadeira. Ele vê uma decoração nazista e do lado uma espécie de “pia” com instrumentos do lado e exclama “ótimo, dentista e nazista”, isso até que teve certa graça, mas, nazista? Daí aparece uma mina louca dançando meio árabescamente, depois o Octopus e a Silken aparecem vestidos de oficiais nazistas. Okay, qual é a razão disso tudo? Pelo que li (na Wikipédia) o Octopus é uma espécie de mestre dos disfarces, até aí eu entendo, mas porra, ele não tem lógica nenhuma ele se vestir de nazista ou de samurai. Ele poderia se vestir de Índio e de Viking, de Mexicano ou de Israelita, de Alien ou de Robô que faria o mesmo sentido, isso tudo é um grande non-sense que não consegue nem ser resgatado pelo senso estético do Miller. É tudo uma grande piada sarcástica e sem graça. O pior de tudo é que o Octopus NUNCA aparece nos quadrinhos. É como a Bruxa de Blair ou o Tubarão, que o que aparece é mínimo, só para mostrar o grau de impacto que é ovilão para o Spirit. Pior disso tudo é que não há nenhuma grande surpresa quadno o Octopus aparece, mesmo o filme tentando já entrar em um ritmo que mostraria já o Spirit em ação para mais tarde mostrar suas origiens, como se ele estivesse fazendo isso há anos e anos... Depois temos uma cena em que ele revela que “criou” o Spirit, tentando fazer uma poção de imortalidade, ele “testou” no Spirit.


- Gabriel Macht como Spirit... Nhé... Não faz tanta diferença. Aliás, o elenco todo não faz muita diferença. às Mulheres até são boas e tem o "ar sensual" necessário as femme fatale de Spirit, mas como eu disse a obra toda dá discarga nas atuações. Po, o Miller conseguiu fazer o Samuel L Jackson ficar entediante como um palhaço cheio de piadas velhas... Quem dirá do resto do elenco!


Alerta, Alerta, Alerta descaracterização. Bip. Highlanders entre nós. Bip. Isso não faz nem o menor sentido, nem a menor graça, nem nada.

Ou seja, o Spirit, é um cara tipo o Wolverine, que não morre. E o Octopus também. Meu deus, ele virou um mutante. Caceta, ele TEM super-poderes. Pessoal, pelo que eu entendo, o Spirit nunca se tratou à respeito de poderes. Nem ao menos era para el éter uma máscara, era só ser um policial, o Eisner estava falando com o editor sobre a idéia do personagem, que perguntou se ele iria usar máscara e o Eisner falou “ah, usa né”, para poder vender melhor a idéia. Ele finge sua morte, que pelo que entendi, é mais uma coisa “Romeu e Julieta” com algo que para o metabolismo dele e depois ele volta para lutar contra o crime. Ele não morreu, ele não regenera, ele só sobrevive por sorte e acaso e não por super-poderes.

Enfim, depois dessa cena toda, o Octopus fala que vai trocar o que a Sandy tem pelo que ele tem. Aparentemente são objetos místicos (é, agora tem magia na jogada tipo assim, repentinamente tem magia), que é o sangue de Hércules que poderia ser usado pelo Octopus para fazer uma espécie de super-soro da imortalidade pelo Velócino de Ouro de Jasão e os argonautas.

Então simplesmente a louca arabesca é revelada como um ex-caso do Spirit, que o solta. Ela é Plaster de Paris, ou seja ela é uma francesa dançarina árabe com uma peixera que faria muito cabloco amazonense se sentir o boy scout com um canivete de plástico de cortar rocambole, corta as mãos dele e ele chuta o Octopus até ele se foder e ai ambos caem fora. Depois de escaparem, a mina pergunta quem é a tal de Sandy, só para enfiar a faca na barriga do Spirit e sair fora dançando.

Agora tem uma cena... Insana... com o Spirit com um facão atravessado no peito, caindo no mar, dando uns “lero” com a Rama Kushna... Aiai... E aí voltando a vida. Ele descobre, não sei como, onde a Sandy vai se encontrar para trocar os baús com o Octopus.

A Sandy para com um avião do tipo monomotor anos 50 no meio da rua e encontra-se com a Silken Floss que está em um caminhão, aí tem uma daquelas cenas de “todo mundo armado, todo mundo desconfia de todo mundo”, só que a Sandy se fode, porque tem o Octopus e mais Bendis dentro do caminhão. (Sério, foi uma emboscada estupidamente estúpida, a mina é muito burra pra cair em uma dessas). Nessa hora chega o Spirit, enquanto a polícia faz um cerco (sério, os caras estão lá e esperam e o que acontece? Veja a seguir...) O Octopus vai atirando até que atira com dois bacamartes de oito canos e o Spirit cai ao chão. Aí sim entra a polícia, com um pelotão e helicópteros do exército.

Meu o que diabos a polícia estava esperando? O Octopus gastar a munição toda? Porque não adianta muito, já que ele saca duas metrancas e atira feito louco pra meio de lugar nenhum. Hooray! Ele é um gênio atirador, lutador, estrategista, mestre dos disfarces (bom, na verdade não isso, é mais um mestre dos cosplays), que atira feito louco ao invés de pegar o que quer, se esconder e deixar a porra dos carecas se foderem.


E ele faz isso, atirar do nada, e quando pega o vaso ele vai beber o sangue como Kon Di Dá-Cú-Lá tomando em uma coca cola 3l, a Sandy atira e fode com o jarro (também o espertão vai tomar no meio de um tiroteio...), e quando ele vai atirar nela, aparece o Spirit, jogando um colete no chão cheio de buraco de furo (ah ta, ele faz isso AGORA, mesmo descobrindo que é mutuna regenerador safado... sabe isso teria MUITO mais sentido [o lance do colete], se ele não fosse um REGENERADOR...) e sinceramente, ENFIA NO CU do Octopus uma granada e se abraça a ele para “morrer juntinho”, que bonito.


Ai a Sandy usa o Velócino de ouro para se proteger (aliás, o velócino que era tipo um manto de cabra dourado virou praticamente um manto dourado escamado, como se fosse uma brunea ou a pele de um dragão D’Ouro...), o Spirit da explosão. Que aliás, foi bem parecida com a desintegração do Doutor Manhattan no filme do Watchmen, com um brilho, a pele e os órgãos explodindo primeiro e depois os ossos...), aí o filme meio que termina com o Spirit deixando ela ir embora e mostrando que tudo fica no status quo, tirando o Octopus, que só sobra um dedinho que a Silken Floss pega (belo cerco ein polícia????), com o dedo ainda se mexendo!!! Bom, vou dar as...


Considerações Finais


- Minha Cidade Grita. Grita de horror com um filme tão horrível como esse...


Sofrível. Olha, como estava dizendo o que eu mais temia era a estética Sin City voltar a aparecer aqui. Vamos deixar bem claro que SPIRIT não é Sin City. São duas obras diferentes. Então basicamente o que temos é o Miller tentando reprisar um sucesso emulando tudo o que Le fez no anterior. Sério, acho que se falarem para ele “não pode ter um protagonista que fica com monólogos introspectivos, coisas japonesas sem ter anda nitidamente nipônico, ou nazista ou western e sem mulheres fatais”, eu não sei o que ele faria.

- Álvaro de Moya. Pesquisador de Quadrinhos brasileiro, escreveu e organizou SHAZAM! Ótimo livro Teórico. Amigo de Eisner, imagino o que ele diria a respeito desse filme...


Tudo bem, Sin City é bacana, ta aí pra vir o dois, que espero ser bem legal, ainda mais com a primeira aparição do Dwight (em a Dama fatal, que parece ter sido copiado por Femme Fatale, com o Antonio Bandeiras, meio que o controla para fazer o que ela quer) e talvez com a Angelina Jolie como Ava... Mas acho que usar a mesma estética meio problemático e até preguiçoso. Dá para ver que como diretor Frank Miller é limitado e como escritor do roteiro ele foi preguiçoso.


Isso porque os personagens estão descaracterizados, a estética é batida e não bate com o material original, as cenas são tontas, as piadas são sem graça, as cenas de ação são forçadas pra cacete, tem muitos momentos que a gente não consegue entrar em acordo com o que tem na tela... Ou seja, é uma desgraça, a precisar esse filme, nem como pastelão, nem como filme Cult, nem como filme de ação... Você teria que se forçar muito para gostar disso, teria que achar STREET FIGHTER um bom filme (mesmo vendo como comédia, vendo por esse lado é até engraçado), com alterações bem feitas e mantendo o tom do original. Spirit faz com que Watchmen seja uma adaptação e um filme brilhante, sinceramente, se colocar um do lado do outro.

É ruim como adaptação, péssimo como filme e sofrível como piada. Mas é claro, sempre vão ter aqueles que vão achar genial. Se o Miller cagar em um papel higiênico, logo aparece alguém para comprar. Dessa vez, ele cagou no espírito de Will Eisner.

- ESSE, é o que vale.